
O nível que ninguém confere
"Espanhol avançado." Está no currículo. Mas alguém conferiu?
No Brasil, o nível de idioma no currículo é quase sempre autodeclarado. E o RH sabe disso: muitas vezes, o "avançado" em inglês é intermediário, e o "intermediário" em espanhol é apenas "entendo tudo".
Não há má-fé nisso. Para quem fala português, entender espanhol é relativamente fácil, e é natural confundir compreensão com domínio do idioma.
Quando o espanhol deixa de ser secundário
Enquanto o espanhol era um detalhe no perfil, essa diferença passava despercebida. Hoje não passa mais.
Cada vez mais empresas coordenam operações na América Latina a partir de São Paulo. E a pergunta deixa de ser "ele entende?" para virar: ele consegue defender a empresa numa negociação em Santiago, Bogotá ou Cidade do México?
O custo do improviso
Uma empresa com um produto excelente pode perder um contrato porque quem a representou misturou português e espanhol, improvisou e passou uma imagem de desleixo. O cliente raramente diz isso em voz alta. Ele apenas passa a confiar um pouco menos.
Avaliar com critério
Avaliar o nível real, com critério técnico e não só com o currículo, é o primeiro passo. Uma boa avaliação mede separadamente o que a pessoa compreende e o que ela consegue produzir, falando e escrevendo, com referência a uma escala reconhecida, como o Quadro Europeu Comum de Referência (do A1 ao C2), a mesma usada pelo SIELE.
Com esse retrato, o RH sabe quem já pode representar a empresa em espanhol, quem precisa de formação e em quais pontos. E a formação deixa de ser genérica.
Como a sua empresa valida hoje o espanhol dos colaboradores?
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